-
você vai me
devorar hoje?
- e deveria?
no quarto, o diálogo que ferve como pêlo-do-cio
em brasa. o sentimento se mescla com a fúria da desordem
do tesão, tatua de glória de sensualidade.
- vem logo, quero você dentro de mim
agora!
- calma, devo demorar
para comer.
- já estou nua, não é
suficiente?
mas há um silêncio entre os corpos, há
uma formalidade que não permite que o desejo seja
saciado: a fome de tesão se mantém pelo
desejo.
- estou no cio, vem!
- estou com medo, que
faço?