hoje eu me alimento
do pão,
de um corpo-podre ao lado,
é a razão latente da solidão.
hoje eu me alimento, casto, vazio:
sou a melódica fúnebre existencial
hoje eu me alimento de traças,
de um vasto sentimento de intriga,
como a minha própria sanidade.
hoje é a ausência de passos,
hoje é a ausência de afirmação.
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